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Seguro viagem internacional: quando é obrigatório, quando vale a pena e quanto custa em 2026
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Planejamento

Seguro viagem internacional: quando é obrigatório, quando vale a pena e quanto custa em 2026

Por Queila de Oliveira
10/06/2026
9 min de leitura
Planejamento10/06/2026

Ninguém planeja passar mal durante a viagem. Mas acontece. Uma intoxicação alimentar em Cancún, uma torção no pé em Lisboa, uma crise alérgica em Orlando. O que era para ser a melhor semana do ano vira uma corrida para achar hospital, entender como funciona o sistema de saúde local e, principalmente, descobrir quanto isso vai custar.

A resposta curta: muito. Uma consulta de emergência nos Estados Unidos sai por volta de US$ 300. Uma internação pode passar de US$ 10.000 por dia. Na Europa, dependendo do país, a conta médica não é tão absurda. Mas o repatriamento sanitário (quando você precisa voltar ao Brasil em maca ou com acompanhamento médico) pode ultrapassar US$ 50.000.

O seguro viagem existe para cobrir isso. E em vários destinos, nem é questão de escolha: é obrigatório.

Em quais países o seguro viagem é obrigatório?

A obrigatoriedade varia por destino e pelo tipo de entrada. Estes são os casos mais relevantes para viajantes brasileiros em 2026:

Espaço Schengen (29 países europeus): a cobertura mínima de 30.000 euros para despesas médicas, hospitalização e repatriamento é exigência para pedidos de visto Schengen. Brasileiros em turismo são isentos de visto, mas as regras de entrada variam: a França, por exemplo, pode pedir o comprovante de seguro na fronteira. Confira a regra oficial do destino e leve a apólice. Inclui Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia, Suíça e mais 10 países.

América Latina: Cuba, Equador e Venezuela exigem seguro viagem. O Uruguai deixou de exigir cobertura de saúde ou seguro médico em junho de 2023, mas a recomendação continua valendo. O Chile também não exige seguro para entrada desde o fim da regra de cobertura para COVID-19, em 2022, embora a saúde privada possa custar caro.

Oriente Médio: as regras variam. Emirados Árabes Unidos, Israel, Jordânia, Líbano e Omã exigem seguro em situações de entrada aplicáveis ao viajante. No Catar, brasileiros com entrada sem visto por até 30 dias recebem recomendação oficial de contratar cobertura; o seguro aprovado passa a ser obrigatório para estender a estadia além desse prazo ou quando a viagem exige visto prévio.

Outros: Austrália (para determinados vistos), Belarus, Romênia, Rússia e Ucrânia.

E os Estados Unidos? Não é obrigatório. Mas viajar sem seguro para os EUA é uma aposta que pode sair cara. O sistema de saúde americano é privado, e uma apendicite de urgência pode gerar uma conta de US$ 30.000 a US$ 50.000. Nenhum plano de saúde brasileiro cobre isso no exterior.

ETIAS e seguro viagem: o que muda para brasileiros na Europa em 2026

O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) tem lançamento previsto para o último trimestre de 2026, mas a data exata ainda não foi divulgada. É uma autorização eletrônica, não um visto, para os países europeus participantes.

O que você precisa saber:

  • Custo: 20 euros (valor revisado pela Comissão Europeia; isentos menores de 18 e maiores de 70 anos)
  • Validade: 3 anos ou até o vencimento do passaporte
  • Processamento: a maioria das aprovações sai em minutos
  • Seguro viagem: é um documento separado do ETIAS; para turistas isentos de visto, confira a regra de entrada do destino e leve a apólice

Se quiser acompanhar as novidades sobre o ETIAS, faça o quiz de destinos e entre para nossa newsletter.

Quanto custa o seguro viagem em 2026?

O preço depende de três coisas: destino, duração da viagem e valor da cobertura médica. Para facilitar, montamos uma tabela com faixas reais de preço em 2026:

DestinoViagem de 7 diasViagem de 10 diasViagem de 15 diasCobertura sugerida
Europa (Schengen)R$ 100 – R$ 280R$ 139 – R$ 400R$ 200 – R$ 500Recomendamos € 60.000 ou mais
Estados UnidosR$ 140 – R$ 350R$ 200 – R$ 450R$ 280 – R$ 600Mínimo US$ 100.000
América do SulR$ 60 – R$ 130R$ 80 – R$ 180R$ 110 – R$ 250US$ 30.000 – US$ 60.000
CaribeR$ 90 – R$ 250R$ 120 – R$ 350R$ 170 – R$ 450US$ 60.000 – US$ 100.000
ÁsiaR$ 100 – R$ 250R$ 140 – R$ 350R$ 220 – R$ 500US$ 60.000 – US$ 100.000

Traduzindo: para uma viagem de 10 dias para a Europa, o seguro custa entre R$ 14 e R$ 40 por dia. Para os EUA, entre R$ 20 e R$ 45 por dia. É menos que o preço de um almoço no destino.

Quer saber quanto custa para a sua viagem? A Anhangá Viagens trabalha com seguro viagem parceiro e faz a cotação junto com o pacote. Cotar agora →

Qual cobertura contratar para cada destino?

Não basta comprar o mais barato. A cobertura precisa fazer sentido para onde você vai e para quem vai:

Europa (Schengen): para pedidos de visto, a cobertura mínima exigida é € 30.000. Para turistas brasileiros isentos, recomendamos € 60.000 ou mais, especialmente em países com custo médico alto como Suíça, Noruega ou Islândia; confira também a regra de entrada do destino.

Estados Unidos e Canadá: mínimo de US$ 100.000. O custo hospitalar americano justifica essa cobertura com sobra. Se tem mais de 60 anos, considere US$ 150.000.

América do Sul: US$ 30.000 a US$ 60.000 é suficiente para a maioria dos destinos. Chile e Argentina têm bom atendimento público, mas esperas longas.

Caribe: US$ 60.000 a US$ 100.000. Infraestrutura médica é limitada em ilhas menores, e evacuação aérea para o continente é cara.

Viajantes 60+: independente do destino, recomendamos cobertura mínima de US$ 100.000. Muitas seguradoras cobram mais para essa faixa etária, mas a diferença de preço é pequena comparada ao risco.

O que o seguro viagem cobre (e o que não cobre)

Todo seguro viagem internacional decente cobre pelo menos:

  • Despesas médicas e hospitalares de urgência e emergência
  • Atendimento odontológico de emergência
  • Repatriamento sanitário (volta ao Brasil com acompanhamento médico)
  • Translado de corpo em caso de falecimento
  • Indenização em caso de extravio de bagagem

Coberturas adicionais que valem a pena considerar:

  • Cancelamento ou interrupção de viagem (se você tem voo e hotel caros, essa cobertura se paga)
  • Atraso de voo (reembolso de hospedagem e alimentação)
  • Cobertura para prática de esportes (se vai esquiar, mergulhar ou fazer trilha, verifique se está coberto)
  • Assistência jurídica no exterior

O que geralmente NÃO cobre: condições pré-existentes não declaradas, prática de esportes radicais sem cobertura específica, e qualquer situação em que o viajante esteja sob efeito de álcool ou drogas.

5 erros que as pessoas cometem ao contratar seguro viagem

  1. Contratar pelo preço mais baixo sem ler a cobertura. Um plano de R$ 5/dia para os EUA com cobertura de US$ 15.000 não vai cobrir nem a entrada do pronto-socorro.

  2. Achar que o cartão de crédito resolve. Alguns cartões platinum e black oferecem seguro viagem, mas a cobertura costuma ser limitada (US$ 25.000 a US$ 50.000) e o processo de acionamento é burocrático. Leia as condições do seu cartão antes de contar com isso.

  3. Não declarar condições pré-existentes. Hipertensão, diabetes, problemas cardíacos. Se não declarar na contratação, a seguradora pode negar a cobertura exatamente quando você mais precisa.

  4. Contratar depois de já ter saído do Brasil. A maioria dos planos exige contratação antes do embarque. Faça isso junto com a compra das passagens.

  5. Não verificar se o plano cobre o destino inteiro. Vai fazer Europa + Turquia? Turquia não faz parte do Schengen. Confira se o plano cobre todos os países do roteiro.

Como escolher o melhor plano

Checklist rápido antes de contratar:

  • Verifique a cobertura médica mínima para o seu destino (tabela acima)
  • Confira se cobre seus esportes e atividades: esqui, mergulho, trilha
  • Veja o processo de acionamento: app, telefone 24h, WhatsApp?
  • Pesquise a reputação da seguradora: Reclame Aqui e SUSEP
  • Compare e contrate com agilidade: você pode cotar diretamente aqui — leva menos de 2 minutos
  • Contrate com antecedência: idealmente junto com as passagens, para já ter cobertura de cancelamento

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Perguntas Frequentes

Seguro viagem é obrigatório para quais países?

Para quem pede visto Schengen (Europa), o seguro com cobertura mínima de 30.000 euros é exigência do pedido. Para brasileiros isentos de visto, a regra de entrada depende do destino: a França, por exemplo, pode pedir o comprovante na fronteira. Cuba, Equador, Venezuela, Emirados Árabes, Israel e outros também exigem seguro. No Catar, ele é recomendado para a entrada sem visto por até 30 dias e obrigatório ao estender a estadia ou quando a viagem exige visto prévio. O Uruguai não exige desde 2023, mas recomendamos a cobertura.

Quanto custa um seguro viagem internacional em 2026?

O preço varia de R$ 8 a R$ 45 por dia dependendo do destino e da cobertura. Para uma viagem de 10 dias à Europa, espere pagar entre R$ 139 e R$ 400. Para os EUA, entre R$ 200 e R$ 450 no mesmo período.

Seguro do cartão de crédito substitui o seguro viagem?

Na maioria dos casos, não. A cobertura dos cartões costuma ser limitada (US$ 25.000 a US$ 50.000), o acionamento é burocrático, e raramente cobre repatriamento sanitário. Para o Espaço Schengen, o seguro do cartão pode não atender à exigência mínima de € 30.000. Confira as condições do seu cartão antes de depender dele.

Qual a cobertura mínima recomendada para os Estados Unidos?

US$ 100.000. Uma consulta de emergência nos EUA custa em torno de US$ 300, um atendimento no pronto-socorro pode passar de US$ 2.000, e uma internação pode ultrapassar US$ 10.000 por dia. Para viajantes acima de 60 anos, recomendamos US$ 150.000.

O ETIAS substitui o seguro viagem na Europa?

Não. O ETIAS é uma autorização eletrônica com lançamento previsto para o último trimestre de 2026; a data exata ainda não foi divulgada. Depois haverá pelo menos seis meses de transição e pelo menos mais seis meses de graça, com regras diferentes. O seguro é um documento separado e sua exigência de entrada depende do destino.

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Queila de Oliveira

Queila de Oliveira

Especialista em Viagens

"Apaixonada por conectar pessoas aos destinos que vão transformar suas vidas. Especialista em roteiros personalizados e viagens em família."

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